segunda-feira, 14 de abril de 2008

Ando com uma dificuldade tremenda para dormir. Sempre tive problemas d insônia, mas antes virava a noite fumando e lendo e comendo e fazendo arte. Hj nem fumar muito eu posso.
Pois é, confesso: estou grávida e continuo fumando uns 2 cigarros por dia, mas continuo fumando.
O cigarro entrou na minha vida quando eu tinha 13 anos: minha mãe tinha acabado de morrer e eu me vi frente a um monte d emoções desconhecidas e sem saber lidar com nenhuma delas. Era extremamente tímida, minha mãe ainda penteava o cabelo p/ ir a escola, não sabia fritar um ovo e nem pegar ônibus sozinha. Tá, eu era uma pata mesmo, assumo.... Culpa da minha mãe? Não sei.... Só sei q ela era demais: super protetora, super acolhedora, resolvia todos os problemas (os nossos e os da família toda) e nós (eu e minha irmã) tinhamos q estar sempre impecáveis e esse fantasma d perfeição me assombrou durante muitos anos.
Só sei q depois q ela morreu eu quis tudo ao mesmo tempo: comecei a fumar, raspei a cabeça, aprendi a beber e aprendi o q era o amor.
Bom, meu cabelo cresceu, tomei alguns porres e vi q o dia posterior era pior do q a sensação do alcool no meu cérebro, tive vários amores eternos, as tatuagens continuam aqui visíveis e as cicatrizes tbm continuam (não tão visíveis, mas muito presentes). A insegurança da adolescência deu lugar a uma falsa maturidade bem convicente (as vezes até eu acredito ser tão madura assim!). E a insônia? Essa é igual ao cigarro: se um dia faltar, vai me causar crise de abstinência...

3 comentários:

Naira,a mãe do Théo disse...

Linda, cada dia me impressionou mais com vc! Por trás dessa brincalhona, sempapas na língua, tem uma mulher/menina, corajosa e que escreve lindamente. O gabriel sim é que tem sorte de ter uma mãe como vc!
Beijokas no coração

Luciana disse...

Foda... grande mulher, mesmo de longe nos encanta!
Obrigada pela ajudinha de vez em quando!

Luciana disse...

ahh eu sou a luzinha!

beijos